sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Simplificação em felicidade

À minha amiga Dhyla[1]


Usarei havaianas quando me casar. Arrepia-me desde já a idéia de um salto agulha que me alfinete o humor no dia da cerimônia. A calda de meu vestido também não servirá de adorno ao vermelho do tapete, estendida pela Igreja, compondo a decoração do ambiente.

Assim será. Simplificação em felicidade. Por que nos habituamos com a complicação? Por que equilibrar-se sobre saltos finos e incômodos devem fazer parte do cenário felicidade? Bem sabemos que não é tão simples manter o sorriso de “Que bom que você veio!” quando a coluna belisca e o véu parece nos fazer lembrar a cada segundo o quanto a lei da gravidade é cruel com o que ao solo não queria ir.

Ainda assim, quanto maior o véu maior a felicidade. E quanto maior o salto, mais próspera será a vida do casal. Em nome de uma beleza, de uma elegância, de um glamour, lá vamos nós noivas nos equilibrando nas nossas micro-varetas, com boa parte do estoque de mousse do salão sobre as nossas cabeças, ostentando um penteado tão, tão, tão..... Imóvel! Sim. Ostentando um cabelo que, por obra e graça de Nossa Senhora Protetora das Pontas-duplas, mantém-se ali, imóvel.

E lá vamos nós noivas. Felizes e insatisfeitas celebrar nossa felicidade. Pergunto então se não seria menos penoso casar-se de havaianas. Se não seria mais confortável não ser o exemplo vivo de uma das Leis de Newton. Não seria melhor, pelo bem e descanso da Nossa Senhora Protetora das Pontas-duplas, economizar no laquê e dar maior naturalidade às madeixas?

Olhando o que têm se tornado as cerimônias matrimoniais, percebo que casarei numa aldeia hippie. Quero uma felicidade simples, sem calos, sem desconfortos fingidos em sorrisos, com madeixas que não desafiem o vento e um traje que não seja empiria da Física.

Casarei assim. Simplificação em felicidade.


[1]Dhyla, toda felicidade do mundo a você tá? A dedicatória é exclusivamente pelo subtema.

3 comentários:

  1. Obrigadaaaa amigaaa!!
    Até que enfim conseguir comentar hj... acho q foi pq eu atualizei o meu blog... não é chique como o seu... huahauhua... mas escrevo umas besteiras nele lá! Bjoo

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  2. Adorei o texto, Nandinha! Viva as havaianas, viva a simplicidade! Como seria bom se essa filosofia se espalhasse por outras cabecinhas femininas... Nossa Senhora Protetora das Pontas-Duplas agradeceria a redução em sua jornada de trabalho. Ultimamente ela tem trabalhado bastante...rs Bjo!
    Hélcio

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  3. Rsrsrs!!!
    Vamos pedir horas-extras para a Nossa Senhora Protetora Helcinho!
    Viver simples, mas com criatividade é ótimooo!

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